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PAX Rally Lisboa - Portimão 2008

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FINAL ÉPICO DO EUROMILHÕES PAX RALLY


Um capotanço de Carlos Sainz (VW Race Touareg 2) a poucos quilómetros do fim da última especial do Euromilhões PAX Rally foi decisivo para a vitória quase impossível de Stephane Peterhansel (Mitsubishi Pajero Evo) na prova portuguesa do Dakar Series. O piloto espanhol partiu para o último dia de prova – com um SS de 68 km - com apenas 31 segundos de vantagem sobre o francês, uma diferença curta, mas que “El matador” tinha condições de gerir e desta forma repetir o triunfo alcançado no Rali Europa Central. E Sainz ficou ainda mais perto da vitória, quando um incêndio florestal causado por um cabo de alta tensão, que partiu, fez com que o SS fosse neutralizado no CP1, km 31. Depois dos bombeiros resolverem o problema, o colégio de comissários ordenou o recomeço do rali a partir daquele ponto. Todos os concorrentes que ainda se encontravam na partida fizeram o percurso em marcha lenta até ao CP1. A especial ficou assim reduzida a uns escassos 37 quilómetros. Ora, isto significava que Peterhansel tinha de ganhar praticamente 1 segundo por quilómetro a Sainz, especialista neste tipo de traçado, quase ao estilo WRC. Por esta altura, a vitória parecia entregue e o próprio francês, como admitiu no final, nem tentou atacar forte. Mas a sorte bateu-lhe à porta quando Sainz capotou, acabando Peterhansel por recuperar os 31 segundos e ainda ficar mais 16 à frente de Sainz. No final, ambos os pilotos ficaram em amena conversa na linha de chegada enquanto os resultados estavam a ser verificados. Foram momentos de emoção e ansiedade, mas também salpicados com muito humor e fair-play por parte dos pilotos.

O SS foi ganho pelo piloto do Qatar, Nasser Al-Attiyah (BMW M3), quinto à geral, que conseguiu, pela primeira vez, colocar a marca de Munique no topo da tabela dos tempos de um SS, onde até então pontificavam a VW e a Mitsubishi.

O pódio à geral ficou fechado com o segundo Mitsubishi, conduzido por Luc Alphand, que conseguiu o mesmo resultado na etapa. Já Filipe Campos (BMW M3) cumpriu o seu objectivo, ser o melhor piloto nacional, em sétimo da geral, e o único português a integrar o “top ten”, já que Pedro Grancha (Nissan Navara Off Road) desistiu nos últimos 30 km, perdendo o oitavo lugar que parecia ser seu.

Em motos, que cumpriram a totalidade da especial prevista (68 km) Ruben Faria (Honda CRF 450) confirmou de forma categórica a sua vitória no PAX Rally, sendo de novo o mais rápido hoje, deixando o primeiro da concorrência a mais de minuto e meio. O motard do Team Lagos acabou a prova com mais de 6 minutos de avanço sobre o favorito à vitória, o francês da KTM, Cyril Depres. Em terceiro ficou outro homem da armada KTM, Marc Coma. A juntar ao sucesso de Ruben Faria, também Hélder Rodrigues (Honda CRF 450) e Paulo Gonçalves (Honda CRF 450) estiveram em evidência ao fecharem o “top five”, impondo-se ao francês David Casteau (KYM LC4 690 Rally). Em 7.º lugar ficou Zé Hélio, vencedor do rali dos Sertões, que já mais habituado aos pisos portugueses, conseguiu hoje ser o segundo mais rápido.

Em quad, vitória surpreendente mas sem discussão de Luís Engeitado. Naquele que foi o seu primeiro rali desta envergadura, a solicitar navegação e ao longo de tantos dias, o piloto da
Suzuki LTR 450 estava longe de ser apontado como um dos favoritos à vitória, mas o desenrolar das etapas tratou de confirmar o seu estatuto de imbatível. De realçar a vitória de Luís Engeitado. O piloto tinha, desde o primeiro dia, uma penalização de 41 minutos, por excesso de velocidades em zonas proibidas, que acabou por neutralizar para vencer de forma clara sobre o francês Hubert Deltrieu (Polaris Outlaw 525 IRS), segundo, e Rui Mendes (Suzuki LTR 450), terceiro.

O PAX Rally chegou ao fim, repleto de emoção e intensa luta até final, tal como desejavam os organizadores desta prova que ostenta a chancela Dakar Series.